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Posted by Duani Lima on 01:29
O que entreguei durante os encontros ficou em cada segundo de minha lembrança e não consigo esquecer. O olhar, principalmente ele.
Não sai de mim, cada segundo. E sinto raiva por isso, sinto raiva de mim mesma por ainda sentir.
Desejaria que a noite apagasse toda essa lembrança, todos esses momentos. Porque sinto tua falta com muita intensidade. Odeio sentir isso.

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Olhos de Capitu

Posted by Duani Lima on 08:40 in ,
Levanta-te e a manhã já chega
é o gingado da morena,
morena que passa,
que sente,
morena disfarça.
Olhos de Capitu
que a noite fecha,
que acordam
como se fossem
o seu primeiro nascimento.
Olhos devassos
de uma outra noite inteira.
De um outro lugar,
um outro bar,
uma outra estação.
Capitu da noite atual
e dos dias incansáveis
que não param de viver,
de insistir.
Olhos de Capitu que me perseguem
durante o sono,
durante a minha solidão.
Tanto faz a falta,
que és tu Capitu
a culpada de todo esse desvio.

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Eu - Perfil

Posted by Duani Lima on 22:37

A aula de mídia impressa possibilitou com que entrevistássemos um colega e fizemos o perfil do mesmo. Deixo aqui o meu Perfil feito por kelly Phoenix:



Duani

Por Kelly Souza

Os pais - Seu Denarci e Dona Ivete - são de São José do Ouro, pequena cidade emancipada de Lagoa Vermelha; aonde avós paternos e maternos moravam próximos. De famílias numerosas (uma com nove e a outra com oito filhos), seus pais conheceram-se nesse ambiente aconchegante de interior, onde o namoro era o mais tradicionalista possível, em casa, sem beijos nem mão pegada, sempre com um outro filho do casal cuidando para que não passassem dos limites. Ainda assim, casaram-se e cerca de 4 anos depois, nascia a pequena Duani, que seria muito conhecida como Duda. O nome partiu da sugestão de uma tia, diante da indecisão dos pais. Viveu parte da infância em Santo Expedito do Sul (outra cidade emancipada).

Seu Denarci e Dona Ivete trabalhavam com agricultura e Duani cresceu rodeada da natureza e do contato com animais. Quando tinha 5 anos, a família começou a migrar para Caxias do Sul, à exceção de seus avós paternos, que até hoje residem no interior. Sua infância era de noites folgosas a brincar na rua e nos primeiros anos escolares, era "quieta e cdf". Em verdade, esse era apenas a maneira como os colegas viam a garota inteligente por natureza e, antes de tímida ou anti-social, reservada.

Quando Duani estava com 13 anos, a mãe engravidou e o que lhe pareceu em decepção e medo de perder o posto que tinha entre os seus, transformou-se em uma das maiores alegrias de sua vida: a irmãzinha Débora, hoje com 7 anos. Mudou de escola após a formatura no primeiro grau e no ensino médio teve oportunidade de introduzir novas pessoas ao seu círculo de amigos. Prestou vestibular para jornalismo imediatamente após a conclusão, mas não chegou a cursá-lo, pois foi contemplada com uma bolsa de estudos para o curso de Publicidade e Propaganda. Como publicitária, pretende especializar-se em rádio, tanto na parte de produção quanto locução, pois além de tudo escreve músicas e tem sonhos de bandas. Sensível, sempre gostou do que é relacionado à arte em todas as suas facetas - e a banda de seus projetos trabalha a música de raiz brasileira e latina, sem influenciações americanas.

Atualmente, Duda faz estágio fora da área, mas sente-se realizada devido a todo aprendizado que este lhe proporcionou. Seu objetivo é conquistar algo em que possa exercer seus conhecimentos como comunicadora.

Entretanto, nem tudo é sempre como queremos e ela sabe que a vida é feita de altos e baixos. Por isso não lhe é estranho que, às vezes, passemos por fases complicadas. Em 2006, com a morte de seu avô materno, de câncer , a mãe passou a ter crises e desenvolveu síndrome do pânico. Hoje em dia as coisas estão melhores e ela realça que, se algum dia sua situação com os pais não foi tão harmoniosa, atualmente as coisas vão muito bem, obrigada. Sempre conversou mais com a mãe, mas a relação que desenvolve com o pai já agora na idade adulta é das melhores.

Em matéria de vida sentimental, Duani já namorou sério por duas vezes. Uma delas durou um ano e quebrados, a outra, quatro meses, entretanto ambas terminaram da melhor forma possível e hoje ela está solteira e não busca um novo romance, até porque "não é algo que se deve procurar, ele acontece", diz. A estudante de 20 anos preza por sua liberdade e seu espaço e observa que em um relacionamento, a preservação destes é parcial. Acha necessário gostar, ter a companhia de alguém, mas até pelo fato de não estar apaixonada, sente-se bem vivendo o momento, curtindo-se. O amor para ela é algo um pouco maior que nossos conceitos mesquinhos; ele vem da força espiritual e transpõe a matéria. Duda sonha ter sua casa, sua família; intenciona adotar um menininho quando tiver a estabilidade adequada para suprir-lhe e não se vê tendo filhos biológicos.

Batizada na religião católica, aonde a família sustém a crença - não de forma fervorosa, pois como diz o pai, muitas pessoas vão à igreja mas saem dela e continuam em seu erro - Duani já percebeu que o catolicismo não responde a suas mais íntimas indagações; que se trata de uma religião cheia de imposições e de interpretações capciosas do homem. Ela percebe Deus como uma força superior, uma energia que nos governa e que vive também em cada ser. Não tem uma religião, mas já foi ligada ao budismo e seus ensinamentos sobre desapego.

Duani costuma sair bastante, sempre na companhia de amigos. Sexta, sábado, domingo, parque, festa, casa de amigo. Daqui a 10 anos, ela se vê como uma profissional que trabalha em uma empresa bacana de seu ramo; "quase casada"; "quase com casa própria"... e feliz. Crê que a sociedade estará inserida em um outro cenário, algo mais evoluído e não se enxerga em Caxias do Sul: São Paulo, Curitiba, Porto Alegre são algumas das opções de onde poderemos encontrá-la. Seu futuro é maior que isso aqui.


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Máquina de escrever

Posted by Duani Lima on 17:25 in
Fonte:http://producaoblog.files.wordpress.com/2009/06/maquina-de-escrever.jpg

É de fato estranho pensar que o homem tão primitivo em seus pensamentos em certas ocasiões pudesse buscar através da escrita as respostas para o mundo. Foi quando me vi, no Museu dos Capuchinhos, em Caxias do Sul, diante de uma máquina de escrever que me despertou tanta imaginação que até parece que o lugar, apesar de estar rodeado por antiguidades, permanecia vivo e novo na essência da profissão ali desempenhada.

Eram homens sérios e destemidos, diante da novidade da escrita impressa, com maquinários antigos, impressoras, papéis, nomes marcados e carimbados. Os homens trabalhavam em máquinas grandes e pesadas e alguns pareciam cansados, talvez pelo peso da carga ou ainda quando o trabalho se passava em amontoar jornais e dividir folhas em meio às tantas. E o destinatário final, depois de tanto trabalho, receberia em casa uma notícia, um obituário, uma novidade relevante ou a lembrança de um passado imigrante.

O que se passa em 100 anos de história de um jornal como Correio Riograndense, passa na casa de quem durante parte deste tempo viveu o mundo que foi descrito em cada página. Hoje são folhas amarelas, ontem foram novidades para a dona de casa, para o imigrante e para a criança.

E quantas palavras não foram expressas diante de uma folha de papel e de mãos batendo nas teclas da máquina de escrever? Máquina de cor escura, mas que parece nos dizer que a sua função está além de uma bela imagem.

E fiquei pensando: quem foram os grandes leitores das letras que saíram dela? Quem foram os grandes escritores que entregaram a ela sua expressão e sua vida?
Os retratos das paredes do pequeno lugar revelam quem era, quem foi e quem é o jornal. Uma história contada por um nobre Frei, que se enche de orgulho de quão grandiosa é a vida daquele pequeno lugar que guarda dezenas de sonhos e de olhares para um novo mundo, de uma busca incessante pela alegria de um povo.

Enquanto a viagem pelo passado acontecia, passava-me pela cabeça tantas coisas que a vontade que tive foi de adentrar em um quadro, ou ao menos uma vez escrever algo naquelas teclas e fazer parte daquela história.

Quantas vezes passamos despercebidos por entre portas e janelas de uma grande cidade? Quantas vezes olhamos distante e não vemos nada além de uma simples imagem?

Foi dessa vez, como algumas outras, que vi o preço e valor da história que o homem constrói durante sua vida. São retratos, relatos, personagens, fatos que aguçam minha curiosidade por entender o passado próximo.

Em época de modernidade, tudo parece tão superficial aos olhos que, quando vemos a originalidade de um tempo e a marca de um povo, ficamos boquiabertos. Sempre acontece de eu ficar adorando e admirando a antiguidade. E apesar dos comentários de que o jornal impresso um dia vai acabar, ele não deixará de fazer parte de épocas, valores e costumes de uma sociedade.


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É assim

Posted by Duani Lima on 23:03
As coisas passam correndo e a gente fica aqui de boca aberta, sem entender e sem questionar.
Senti tantas dores ao ver que tudo um dia se foi e que a janela se fechou, mas quando outra se abriu veio correndo alguém e fechou-a novamente.
Minha voz cansou-se aos poucos e
ingênua procurou esconder-se em outro canto, sem destino, sem medo e com pouca coragem de levantar-se e abrir a outra janela.
Qual o verdadeiro sentimento que existe entre as pessoas? Vejo isso de forma tão clara agora.
As fases são outras, não de romance do mocinho e da mocinha, nem da donzela que espera seu cavalheiro.
A época do amor puro passou?
Não sei.
Não sei dizer nada do que os olhos conseguem falar, porque eles são mais fortes que todas as nossas forças juntas.
Porque, eles ainda carregam a doçura que
tínhamos quando criança e que ao poucos vamos perdendo com a idade adulta.
E esse tempo traiçoeiro que leva e
traz pessoas de nós e nos deixa em um espaço onde o infinito parece próximo por não sabermos mais se o dia quer ser noite, ou a noite que chega querendo ser dia.
Será que o valor que dou a um gesto ainda fará sentido?
Será que o detalhe que
mexe comigo, vai mexer com mais alguém?
Parece que o superficial virou máscara de fuga para quem tem medo de amar e viver isso.
É tão complicado deixar que a vida e os nossos olhos falem por nós?
O ser humano tem medo da dor.
Assim o poeta pode fingir a dor, mas a dor é a que ele sente.
Sentir dor é ser humano.

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Eu

Posted by Duani Lima on 01:33 in
Quero o que envolve o ser
em sua órbita mais pura.
Nos suspiros de uma vida
que corre por entre nossas mãos
e aos poucos se esvai.
Quero o perfume mais intenso
que possa existir e o calor da alma.
Porque minha alma
entende de almas e o material fica tão longe.
Quero as notas mais lindas
que possam existir, como a doce voz que sai por entre a mais bela boca.
Porque sou humana.
Simplesmente humana.
Porque já cantei aos sete ventos
meu amor pela vida.
E me senti perdida tantas vezes
que quando me encontrei
descobri que ainda não sou completa.
E foi quando senti que preciso de mais,
que não preciso da metade,
que quero o que me faz bem a toda hora.
Quero a verdade dos olhos
de quem sabe ser quem se é.
Quero as cores que não existem
mas que iluminam meus olhos
ao querer o tudo que me envolve.
Como aquela velha canção,
e como os sentimentos que passam pelo tempo.
Porque meus olhos se encantam com o que não é visível tão fácil em você,
pois te enxergo com os olhos da alma.
Quero que a brisa continue batendo e que nossos olhos
possam ver além.
Quero não descrever-me,
decifrar-me,
dizer-me.
Porque conhecer é conversar com a alma e nessa hora você me conhecerá.

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Poucas palavras

Posted by Duani Lima on 09:57

Na noite
Retrato
Retardo
Refaço
Disfarço
Teus olhos
Perturbam
Teus laços
Me abraçam
te calo
Me calo
Um beijo
Um estalo
Te canto
Me embalo
Ao som do Ben
Lulu, Madonna ou alguém.
Me perco
Um copo
Um cigarro
Amasso
Já são 4h e agora?
Aqui ou lá
Estaremos lá fora
No passo
Teu compasso
Já vamos embora?

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