Não sai de mim, cada segundo. E sinto raiva por isso, sinto raiva de mim mesma por ainda sentir.
Desejaria que a noite apagasse toda essa lembrança, todos esses momentos. Porque sinto tua falta com muita intensidade. Odeio sentir isso.
Nada pode ser tudo, tudo pode ser nada...Procure se encontrar ou então se perder...
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A aula de mídia impressa possibilitou com que entrevistássemos um colega e fizemos o perfil do mesmo. Deixo aqui o meu Perfil feito por kelly Phoenix:
Duani
Por Kelly Souza
Os pais - Seu Denarci e Dona Ivete - são de São
José do Ouro, pequena cidade emancipada de Lagoa Vermelha; aonde avós paternos e maternos moravam próximos. De famílias numerosas (uma com nove e a outra com oito filhos), seus pais conheceram-se nesse ambiente aconchegante de interior, onde o namoro era o mais tradicionalista possível, em casa, sem beijos nem mão pegada, sempre com um outro filho do casal cuidando para que não passassem dos limites. Ainda assim, casaram-se e cerca de 4 anos depois, nascia a pequena Duani, que seria muito conhecida como Duda. O nome partiu da sugestão de uma tia, diante da indecisão dos pais. Viveu parte da infância
Seu Denarci e Dona Ivete trabalhavam com agricultura e Duani cresceu rodeada da natureza e do contato com animais. Quando tinha 5 anos, a família começou a migrar para Caxias do Sul, à exceção de seus avós paternos, que até hoje residem no interior. Sua infância era de noites folgosas a brincar na rua e nos primeiros anos escolares, era "quieta e cdf". Em verdade, esse era apenas a maneira como os colegas viam a garota inteligente por natureza e, antes de tímida ou anti-social, reservada.
Quando Duani estava com 13 anos, a mãe engravidou e o que lhe pareceu em decepção e medo de perder o posto que tinha entre os seus, transformou-se em uma das maiores alegrias de sua vida: a irmãzinha Débora, hoje com 7 anos. Mudou de escola após a formatura no primeiro grau e no ensino médio teve oportunidade de introduzir novas pessoas ao seu círculo de amigos. Prestou vestibular para jornalismo imediatamente após a conclusão, mas não chegou a cursá-lo, pois foi contemplada com uma bolsa de estudos para o curso de Publicidade e Propaganda. Como publicitária, pretende especializar-se em rádio, tanto na parte de produção quanto locução, pois além de tudo escreve músicas e tem sonhos de bandas. Sensível, sempre gostou do que é relacionado à arte em todas as suas facetas - e a banda de seus projetos trabalha a música de raiz brasileira e latina, sem influenciações americanas.
Atualmente, Duda faz estágio fora da área, mas sente-se realizada devido a todo aprendizado que este lhe proporcionou. Seu objetivo é conquistar algo em que possa exercer seus conhecimentos como comunicadora.
Entretanto, nem tudo é sempre como queremos e ela sabe que a vida é feita de altos e baixos. Por isso não lhe é estranho que, às vezes, passemos por fases complicadas. Em 2006, com a morte de seu avô materno, de câncer , a mãe passou a ter crises e desenvolveu síndrome do pânico. Hoje em dia as coisas estão melhores e ela realça que, se algum dia sua situação com os pais não foi tão harmoniosa, atualmente as coisas vão muito bem, obrigada. Sempre conversou mais com a mãe, mas a relação que desenvolve com o pai já agora na idade adulta é das melhores.
Em matéria de vida sentimental, Duani já namorou sério por duas vezes. Uma delas durou um ano e quebrados, a outra, quatro meses, entretanto ambas terminaram da melhor forma possível e hoje ela está solteira e não busca um novo romance, até porque "não é algo que se deve procurar, ele acontece", diz. A estudante de 20 anos preza por sua liberdade e seu espaço e observa que em um relacionamento, a preservação destes é parcial. Acha necessário gostar, ter a companhia de alguém, mas até pelo fato de não estar apaixonada, sente-se bem vivendo o momento, curtindo-se. O amor para ela é algo um pouco maior que nossos conceitos mesquinhos; ele vem da força espiritual e transpõe a matéria. Duda sonha ter sua casa, sua família; intenciona adotar um menininho quando tiver a estabilidade adequada para suprir-lhe e não se vê tendo filhos biológicos.
Batizada na religião católica, aonde a família sustém a crença - não de forma fervorosa, pois como diz o pai, muitas pessoas vão à igreja mas saem dela e continuam em seu erro - Duani já percebeu que o catolicismo não responde a suas mais íntimas indagações; que se trata de uma religião cheia de imposições e de interpretações capciosas do homem. Ela percebe Deus como uma força superior, uma energia que nos governa e que vive também em cada ser. Não tem uma religião, mas já foi ligada ao budismo e seus ensinamentos sobre desapego.
Duani costuma sair bastante, sempre na companhia de amigos. Sexta, sábado, domingo, parque, festa, casa de amigo.
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É de fato estranho pensar que o homem tão primitivo em seus pensamentos em certas ocasiões pudesse buscar através da escrita as respostas para o mundo. Foi quando me vi, no Museu dos Capuchinhos, em Caxias do Sul, diante de uma máquina de escrever que me despertou tanta imaginação que até parece que o lugar, apesar de estar rodeado por antiguidades, permanecia vivo e novo na essência da profissão ali desempenhada.
Eram homens sérios e destemidos, diante da novidade da escrita impressa, com maquinários antigos, impressoras, papéis, nomes marcados e carimbados. Os homens trabalhavam em máquinas grandes e pesadas e alguns pareciam cansados, talvez pelo peso da carga ou ainda quando o trabalho se passava em amontoar jornais e dividir folhas em meio às tantas. E o destinatário final, depois de tanto trabalho, receberia em casa uma notícia, um obituário, uma novidade relevante ou a lembrança de um passado imigrante.
O que se passa em 100 anos de história de um jornal como Correio Riograndense, passa na casa de quem durante parte deste tempo viveu o mundo que foi descrito em cada página. Hoje são folhas amarelas, ontem foram novidades para a dona de casa, para o imigrante e para a criança.
E quantas palavras não foram expressas diante de uma folha de papel e de mãos batendo nas teclas da máquina de escrever? Máquina de cor escura, mas que parece nos dizer que a sua função está além de uma bela imagem.
E fiquei pensando: quem foram os grandes leitores das letras que saíram dela? Quem foram os grandes escritores que entregaram a ela sua expressão e sua vida?
Os retratos das paredes do pequeno lugar revelam quem era, quem foi e quem é o jornal. Uma história contada por um nobre Frei, que se enche de orgulho de quão grandiosa é a vida daquele pequeno lugar que guarda dezenas de sonhos e de olhares para um novo mundo, de uma busca incessante pela alegria de um povo.
Enquanto a viagem pelo passado acontecia, passava-me pela cabeça tantas coisas que a vontade que tive foi de adentrar em um quadro, ou ao menos uma vez escrever algo naquelas teclas e fazer parte daquela história.
Quantas vezes passamos despercebidos por entre portas e janelas de uma grande cidade? Quantas vezes olhamos distante e não vemos nada além de uma simples imagem?
Foi dessa vez, como algumas outras, que vi o preço e valor da história que o homem constrói durante sua vida. São retratos, relatos, personagens, fatos que aguçam minha curiosidade por entender o passado próximo.
Em época de modernidade, tudo parece tão superficial aos olhos que, quando vemos a originalidade de um tempo e a marca de um povo, ficamos boquiabertos. Sempre acontece de eu ficar adorando e admirando a antiguidade. E apesar dos comentários de que o jornal impresso um dia vai acabar, ele não deixará de fazer parte de épocas, valores e costumes de uma sociedade.
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